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Relatos De Quem Enfrentou A Covid-19 Reforçam Que  A Prevenção é O Melhor Caminho

Medo, angústia, solidão, incertezas e preocupação em ser ou ter sido responsável por contaminar alguém. Esses e outros sintomas emocionais são tão frequentes, quanto os sintomas físicos de quem ficou doente de Covid-19, e estão presentes nos milhares de relatos publicados pela imprensa ou nas redes sociais, muitas vezes de amigos, parentes e colegas de trabalho que passaram pela experiência tendo sintomas leves ou mais severos. No Brasil, o número de pessoas que enfrentaram e venceram a doença chega a quase 8 milhões, sendo quase 550 mil somente na Bahia.

“Eu tenho dito sempre que o custo dos cuidados e da prevenção é muito menor que enfrentar a doença. É preciso parar de reclamar do isolamento, de ter de usar máscara, pois esta doença não é brincadeira não”, conta o colega Leon Santos, 32 anos, que trabalha como lubrificador industrial. “Eu sempre tive os cuidados necessários, tenho uma rotina de chegar em casa, deixar as roupas e sapatos separados e só ter contato com minha esposa e filhos depois de tomar banho e mesmo assim todos tivemos Covid”, relata.

Com a esposa e os três filhos, de 2, 5 e 8 anos e ele mesmo sentindo os sintomas da doença, foi preciso conviver também com os receios. “Minha maior preocupação era com minha esposa, pois ela já havido tido problemas respiratórios antes, mas felizmente todos tivemos os sintomas mais leves e o de 8 anos ficou assintomático”, revela.

Emocionalmente, Santos conta que o mais difícil foi explicar para as crianças, pois a menina de 5 anos ficou muito assustada. “Ela perguntava se eu ia morrer e ela teria de ir para o orfanato, muito difícil lidar com isto”, diz. Assim como todas as pessoas com Covid e que precisam ficar isolados em casa, Santos precisou de ajuda externa para comprar mantimentos e remédios, o que trouxe outra preocupação. “Tive que pedir ajuda a minha mãe, mas ela é do grupo de risco e então isto é complicado”, completa.

Enfermeira do Trabalho, Andréa Cardoso

Como todos os empregados, Santos recebeu todo o apoio da empresa e foi monitorado pela Medicina do Trabalho. Além disto, o apoio dos colegas que mantiveram contato pelo WhatsApp foi fundamental para manter o emocional. “Este acolhimento é fundamental durante o isolamento domiciliar, onde orientamos e tranquilizamos o empregado e sua família” explica a Enfermeira do Trabalho, Andréa Cardoso, uma das responsáveis por fazer este acolhimento, monitoramento e contato diário com o empregado que contrai o coronavírus.

Apoio é fundamental

Foi este acolhimento que também ajudou o supervisor de laboratório, Vitor Moura a enfrentar a doença. “Além do monitoramento do serviço médico, também recebia muitas mensagens dos colegas e chamada de vídeo”, conta. Para amenizar a ansiedade, Vitor evitou o excesso de informações deixando de ler e ver notícias sobre a doença. “Como tinha lido que os sintomas se agravam no quinto dia, realmente foi o pior dia, mas acho que mais psicológico”.

Tendo a companhia da namorada (que também se contaminou) no isolamento, Vítor sentia muita falta da irmã, “pois somos muito amigos”. Ela foi também sua ajuda externa. “Era muito difícil vê-la chegar e deixar as coisas na porta, mas era necessário para protege-la”, diz. “Eu só digo para as pessoas que ninguém é super homem. Eu me cuidei e por algum vacilo me contaminei, qualquer descuido e este vírus pode encontrar a gente.”

Cuidados

Deve-se manter as medidas preventivas, o distanciamento dos familiares, se comunicar com amigos e familiares apenas pelo celular. “Nesse momento o importante é estar bem emocionalmente, manter a tranquilidade, cuidar da imunidade com uma alimentação saudável e ingerir bastante líquido, e se necessário, procurar orientação médica” explica a Enfermeira, Andréa Cardoso.

Mas como cuidar e conviver com alguém com Covid em casa? Esta tarefa exige cuidados extras para evitar a propagação do vírus. A recomendação é que o doente fique isolado das outras pessoas. O quarto deve ficar com as janelas abertas, para o ar circular, e com as portas fechadas, para não colocar os outros moradores em risco. Caso haja a necessidade de utilizar lugares comuns da casa, o doente deve utilizar máscara e ficar a 2 metros de distância do próximo, além de higienizar as mãos sempre antes de sair do cômodo. Veja outras dicas para cuidar de uma pessoa com Covid:

Escolha um quarto para o doente, com uma porta, que deve ficar fechada. Mantenha uma janela aberta, se possível, para manter o ar circulando;

  • Se você não tiver apenas um quarto, deixe-o para o doente e use temporariamente outros cômodos da casa;
  • O doente só deve sair deste quarto para ir ao banheiro;
  • Se na casa tiver mais de um banheiro, deixe um deles para uso exclusivo do doente;
  • Mantenha copo, talheres, pratos e outros utensílios para uso exclusivo do doente;
  • Mantenha a roupa separada. Lave suas roupas, toalhas e roupas de cama separadamente das outras pessoas;
  • Use a tecnologia. Um bate-papo por vídeo ou uma chamada de voz com filhos, pais, netos e amigos ajuda a minimizar o isolamento.
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