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O Desafio Dos Pais E Das Crianças Em Um Ano De Pandemia

Nossos colaboradores contam como estão se reinventando para deixar a rotina dos pequenos mais saudável.

De repente as escolas fecharam, as brincadeiras com os amigos foram interrompidas, os passeios ficaram cada vez mais escassos e uma nova rotina de estudos, agora toda virtual, se impôs. No mês em que se completa um ano do início da pandemia no Brasil e vivemos um dos momentos de maior crescimento da doença no país, nossos colaboradores contam como tem sido transformar o dia a dia das crianças, tornando a necessidade de distanciamento social um pouco menos desconfortável e ainda ajudá-los a manter o foco nos estudos. E os pequenos, claro, falam da esperança de voltar à normalidade e de um desejo comum: rever e poder brincar com os amigos.

E para manter a meninada saudável e mais tranquila, criatividade é a palavra mais ouvida dos pais e especialista em educação. Se no início da pandemia houve uma certa liberação dos eletrônicos como TV, tablets e celulares, com prolongamento da pandemia foi preciso buscar novas formas de interação.

A Analista de Suprimentos e mãe do David, 7 anos, Maria Verusca, resgatou antigas brincadeiras como pega-varetas e jogo da velha e incentiva o maior contato com a natureza. Juntos eles ainda fazem slime, também chamada de geleca, uma massa moldável que é diversão garantida desde a produção e depois, haja criatividade. (Veja receita abaixo e na internet tem dezenas de variações). “Ele também brinca online com os colegas, após aula, mas sente falta da convivência”, conta a mãe. “Quero brincar com pessoas”, reclama o pequeno. “Tivemos que nos fechar um pouco para o mundo, mas acho que serviu para a gente se abrir mais para a gente mesmo e para a nossa família”, avalia Maria Verusca.

José Ronaldo, Coordenador de manutenção elétrica e pai da Giovanna foi buscar as lembranças da época em que tinha a idade da filha. “É preciso buscar na essência, nas coisas simples como Amarelinha, jogo de damas, de memória, enfim algo que quebre a monotonia. Até mesmo cozinhar juntos faz o tempo passar mais fácil”, ensina. O cansaço das aulas online é principal queixa, depois da saudade das amigas. Além das brincadeiras em família, Giovanna se diverte mesmo é mostrando seus talentos, como tocar bateria, em seu canal na internet.

Altos papos sobre o dia a dia, ver filmes juntas, muitos livros, algum momento para a bicicleta e brincar com o cachorro da família. Estas são algumas das atividades que Larissa Jardim, colaboradora da equipe de Segurança e mãe da Rebeca, 8 anos, escolheu para deixar a rotina mais alegre e descontraída. “Também libero a bicicleta, mas sempre em segurança”, conta. O excesso de aulas online e a ociosidade são as principais preocupações da mãe de Rebeca que sente falta da tia, já que não pode visitá-la por ser idosa e reclama, como todos da falta dos amigos. “Sempre ligo durante o dia para estar mais presente”.

João Pedro, 6 anos, filho da Maiara Guimarães Santos, Técnica de enfermagem do trabalho, ganhou uma nova “tarefa”, para ajudá-lo a gastar energia. “Ele ficou responsável por colocar a ração do cachorro e do gato”, conta a mãe. O pequeno ainda se diverte plantando pimentas e leva a sério a plantação. “Busco colocar atividades fora do mundo virtual e que o mantenha ativo, como a bicicleta e patinete. Libero os encontros virtuais com os amigos só duas vezes por semana”, conta Maiara.

Foco nos estudos

Se para as crianças a principal reclamação é a falta dos amigos, para os pais, a nova realidade dos estudos é o maior desafio. A preocupação de entender os limites da criança e a exigência da escola é constante para os pais que passaram a ser os assistentes de classe. João Pedro até que fica bem concentrado durante uma hora de aula online e depois assiste às vídeo-aulas. Rebeca tem a ajuda da irmã, Lara, de 14 anos para acompanhar as atividades. Giovanna reclama que as aulas online são cansativas e Davi tem as aulas divididas em dois períodos, manhã e tarde.
Para a diretora e professora Célia Martins Teixeira, 32 anos de magistério, o mais importante é dosar as atividades e inventar novas formas de estudar. “Os pequenos, principalmente na fase de alfabetização, não conseguem se concentrar durante muito tempo. Na sala de aula tem o estímulo do professor ali presente, mas online é mais difícil para eles manterem o foco. O mais indicado é dividir o tempo, umas duas hora pela manhã e depois mais uma hora de estudos à tarde”, ensina.
Tornar o tempo de estudo mais lúdico também pode ser uma importante ferramenta para atrair os pequenos. “A participação dos pais é fundamental. A alfabetização, por exemplo, pode ser um momento de lazer com os pais e filhos criando jogos para depois ‘brincarem’ juntos”. Para a diretora, as escolas se adaptaram rapidamente para oferecer alternativas, como aulas online e na TV aberta, videoaulas e confecção de materiais didáticos, mas com as restrições presenciais, os pais passaram a ser ainda mais importantes para o processo de educação.

O que venho aprendendo…

 

O que os pequenos esperam…

 

Para se divertir em casa:

Receita de slime fácil com 2 ingredientes

  • Separe algo para mexer a receita;
  • Acrescente uma quantidade média de cola branca em um recipiente;
  • Adicione amaciante aos poucos e misture;
  • Mexa até o slime não grudar mais no pote;
  • Opcional: adicionar corante e mexer;
  • Deixe descansando por 10 minutos.

Boa brincadeira!!!

Fonte: tuacasa.com.br

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