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Entidade aprovou neste domingo (17) o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou neste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. Durante a reunião que discutiu o tema, diretores da entidade disseram que a vacina é necessária porque não há tratamento precoce contra a doença. E fizeram críticas à atuação do governo brasileiro.

A relatora Meiruze de Freitas disse que os resultados dos testes atendem aos critérios de eficácia estabelecidos pelas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ressaltou que não existe tratamento precoce contra a doença.

“Até o momento não contamos com alternativa terapêutica aprovada disponível para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus.”

Outro diretor da Anvisa, Alex Campos destacou durante seu voto que não existem remédios para tratar a Covid-19.

“Considerando que a autorização de uso emergencial num cenário em que não há medicamentos para tratar a emergência do coronavírus, considerando por fim o interesse público envolvido, justifica o seu uso neste momento, voto pela autorização de uso emergencial excepcional e temporário da Fiocruz e do Butantan.”

Alex também falou sobre o papel do Estado na falta de oxigênio para tratamento de pacientes em Manaus. “A tragédia humana de Manaus (…) é a expressão mais triste e revoltante da falha objetiva do estado em todos os níveis”.

O médico Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, foi o último a votar. Ele destacou que a aprovação da vacina não é motivo para o relaxamento das medidas de proteção individual e coletiva: “Me dirijo ao cidadão brasileiro que nos atinge. A imunidade leva um tempo para se estabelecer. Use máscara, mantenha distanciamento social, higienize suas mãos”.

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