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Cuidar De Si E Do Outro: Medidas De Prevenção São As únicas Armas Contra O Coronavírus

Na última segunda-feira (16), o Brasil chegou aos 5.860.636 casos e 165.813 mortes por coronavírus, segundo o consórcio de veículos de imprensa. Com o registro de 138 óbitos no domingo (15) a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi para 491, voltando a se aproximar da casa dos 500. A variação foi de +22% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid, algo que não acontecia desde 4 de junho, segundo matéria publicada pelo G1. Em casos confirmados, foram 12.489 no mesmo período.

E a pandemia voltou a crescer no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou recorde de novos casos diários no sábado (14), quando contabilizou 660.905 novos casos de covid-19 no mundo. Além disso, é a primeira vez que a OMS registra mais de 9.500 mortos durante três dias consecutivos: quinta, sexta e sábado (12, 13 e 14 de novembro).

Os números comprovam que os cuidados adotados durante o período mais intenso da pandemia ainda são as únicas armas capazes de conter a disseminação do vírus. E que a falsa sensação de segurança e a crença de que a pandemia esteja sob controle podem ser uma perigosa armadilha. Com várias atividades sendo flexibilizadas, precisamos estar cada vez mais atentos. Nesta entrevista para o Hotsite Covid-19 da Atlantic Nickel, o médico e coordenador de Medicina e Higiene do Trabalho de nossa empresa, Clério Alves Peixoto Junior, dá orientações importantes em relação aos protocolos de segurança e aos cuidados pessoais.

Clério Alves Peixoto Junior, médico e coordenador de Medicina e Higiene do Trabalho da Atlantic Nickel

Como o senhor avalia a pandemia de Coronavírus atualmente, considerando que países da Europa, por exemplo, já vivem novamente um aumento no número de casos e de mortes e estão retomando medida restritivas, enquanto o Brasil nem saiu da chamada primeira onda e o número de casos de casos ultrapassa os 12 mil por dia?

R – Precisamos cada vez mais ter a consciência de que os riscos de contaminação ainda existem. Não podemos relaxar em relação às medidas de prevenção que, é sempre bom lembrar, são: uso da correto da máscara sempre que estiver em locais públicos e nos ambientes de trabalho; evitar aglomerações e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel.

A pandemia de coronavírus ainda tem os mesmos riscos do início? Quais os perigos da falsa segurança que está levando as pessoas a relaxar os protocolos?

R – Sim. Os riscos são os mesmos e as formas de contaminação também. O fato de que os serviços públicos de saúde tenham se equipado e que agora tem mais estrutura para lidar com a doença pode levar à falsa impressão de a pandemia está controlada. Basta acompanhar o número de casos diários de contaminação no país para entender que os cuidados na prevenção ainda são a melhor arma contra o coronavírus. O grande perigo desta falsa segurança é termos mais aumentos de casos.

Quais são os principais meios de prevenção da doença?

R – O uso de máscara de forma correta, higienização sempre que necessário e evitar aglomerações. Precisamos manter todos os cuidados que adotamos no momento mais tenso da pandemia, pois as formas de contaminação continuam as mesmas.

A Atlantic Nickel mantém todos os protocolos de segurança no ambiente de trabalho. Como cada empregado pode contribuir para a segurança de todos?

R – O importante é manter vivo na consciência que somos responsáveis pela nossa segurança e pela segurança dos outros. Então a principal contribuição é seguir rigidamente todos os protocolos adotados pela empresa e, em caso de sintomas ou contato com alguém que foi testado positivo, avisar com rapidez o serviço médico da empresa.

Muitas atividades sociais interrompidas por medida de segurança foram flexibilizadas. Quais as principais medidas de segurança durante essas atividades?

R – Em qualquer atividade, a principal preocupação é saber se os protocolos estão sendo realmente seguidos com a rigidez necessária e os espaços estão apropriados e oferecendo realmente segurança. Cada município tem protocolos específicos, mas todos eles incluem uso de máscaras, distanciamentos mínimos, limitação do número de pessoas, dentre outras.

Na academia ou ginásio de esportes?
Além de conhecer e exigir que os espaços sigam o protocolo, tenha sempre em mãos o álcool em gel ou um borrifador. Observe se os equipamentos estão sendo higienizados após cada uso. Alguns estabelecimentos estão realizando as atividades com horário agendado, o que garante a capacidade máxima permitida de pessoas ao mesmo tempo.

Nos bares e restaurantes?
Nestes espaços observe se todos os trabalhadores estão usando máscaras o tempo todo e de forma correta; se há disponibilidade de álcool em gel ou local para lavar as mãos após cada atendimento; se os clientes estão usando máscara (exceto na hora de comer ou beber) e se as distâncias mínimas entre as mesas e o número máximo de clientes estão sendo respeitados. Mesmo sendo um momento de descontração, atente para o distanciamento mínimo e os cumprimentos, que devem ser feitos à distância. Infelizmente, os abraços tão comuns nos encontros ainda terão que esperar um pouco mais.

Nas igrejas e templos religiosos?
Por serem espaços normalmente mais fechados, os protocolos restringem ainda mais o número de pessoas. Observe se todas as possibilidades de ventilação como portas e janelas estão sendo usados e, principalmente, se todos estão usando máscaras. Atente também para alguns rituais que precisaram ser modificados por segurança.

Nos transportes coletivos?
As empresas de transportes coletivos são obrigadas por lei a exigir que todos os usuários estejam de máscara e podem até impedir o acesso sem o equipamento de proteção. Sempre que puder, espere um veículo com um número menor de pessoas; toque o mínimo de superfícies possíveis e tenha sempre álcool em gel ou borrifador para usar assim que desembarcar do veículo.

Em todos esses espaços, podemos afirmar que o distanciamento e uso de máscaras de forma correta são as principais armas de proteção?

R – Exatamente e não esquecer da higienização das mãos sempre que necessário.

Ainda é controversa a informação de que pessoas que já foram contaminados estejam imunes. Quais as orientações para essas pessoas?

R – Pois é. Alguns estudos falam de 3 a 4 meses de imunidade, porém não há nenhuma confirmação científica do período exato, com isso, às orientações para essas pessoas são as mesmas para garantir a própria segurança e a dos outros: uso correto de máscara, higienização e distanciamento social. Todos nós precisamos agir responsavelmente para o bem da coletividade.

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