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Um verdadeiro batalhão na linha de frente foi formado pelos profissionais de saúde em uma das maiores batalhas que conhecemos no mundo moderno: a pandemia do coronavírus. Dedicados ao trabalho de salvar vidas, esses profissionais se viram ainda em outro dilema. Se colocando em risco de contaminação todos os dias, precisavam encontrar formas de proteger seus familiares. Atenta a essa necessidade urgente, a Atlantic Nickel incluiu – desde março – entre suas várias iniciativas de contribuição social no enfrentamento da pandemia na região, a oferta de uma pousada para acolher esses profissionais.

“Entendemos que esses profissionais precisam de um espaço onde possam estar sem colocar suas famílias em risco e assim continuar suas atividades com um pouco mais de tranquilidade. Se eles são fundamentais para cuidar de tantas pessoas também precisam de um pouco de cuidado e queremos oferecer pelo menos este local, um ambiente confortável e aconchegante. Um espaço para o descanso desses verdadeiros guerreiros”, avalia Felipe Blanco, coordenador de Comunicação e Sustentabilidade da Atlantic Nickel.

“Eu só posso definir esta pousada como uma bênção”, declara o técnico de enfermagem Fabrício Lima de Jesus. “Eu não queria parar de trabalhar, pois amo minha profissão e foi para isto que estudei e estudo. Mas minha mãe tem comorbidade e eu não poderia colocá-la em risco, pois em sua condição as consequências poderiam ser graves. Foi aí que veio a oportunidade de ficar hospedado em outro local e manter a segurança dela”, conta Fabrício, que desde março mata as saudades da mãe pelas chamadas de vídeo, mas feliz por poder estar em atividade com mais tranquilidade.

Assim como Fabrício, cerca de 40 profissionais já ficaram hospedados na pousada que tem capacidade para 18 pessoas por vez. “Para nós ter um local para que acolher os profissionais foi essencial neste momento tão difícil. Eram pessoas com familiares no grupo de risco ou que moram em outras localidades e precisariam de deslocamento diário, aumentando o risco de contágio, além do cansaço, uma vez que as jornadas de trabalho nestas condições são mais cansativas”, afirma a secretária de Saúde de Ipiaú, Laryssa Dias. “Quando as condições melhoram quem pode retornar para sua residência, cede o espaço para outro profissional”, complementa.

Este é o caso da biomédica Carolina Sampaio Araponga, uma das primeiras hóspedes da pousada, que pode retornar para casa. “Foi um período muito difícil, pois meu irmão, que tem comorbidade, precisava de cuidados e foi ficar em casa como nossos pais. Então eu precisava sair para a segurança deles. A pousada foi uma solução maravilhosa, pois me dava tranquilidade para seguir trabalhando”, conta Caroline. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Gabriele Prazeres dos Santos também encontrou na pousada uma solução. “Além de ter meus pais com comorbidade, moro em outro município. Neste período, às vezes a jornada ia até 9 ou 10 horas da noite e seria extremamente cansativo me deslocar para casa”, diz Gabriele.

Gabriele Prazeres dos Santos – Coordenadora da Vigilância Epidemiológica

Acolhimento e companheirismo

Além da tranquilidade de poder os familiares em segurança, a pousada se tornou um espaço para a troca de experiências e acolhimento mútuo. “A gente se tornou uma família. Por ser um período tão estressante, cheio de dúvidas, muitas vezes a gente sai do trabalho muito abalado e lá encontramos pessoas que, por vivenciar as mesmas experiências, entendem nossas angústias e um ajuda o outro a superar estes momentos. É um segurando o outro”, diz Fabrício.

“É uma troca muito rica. Além de ter sempre este apoio dos colegas nos momentos difíceis, a área de convivência tornou-se também um espaço para troca de experiências que nos enriquece como profissionais”, concorda Gabriele. “Além de poder ter mantido minha atividade, a pousada é um espaço de troca onde estamos sempre cercados de colegas que nos compreendem”, completa Carolina.

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