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Governador da Bahia mostrou preocupação com aumento de contaminados no interior do estado: “Disparou crescimento dos ativos”.

Rui Costa mostra crescimento dos casos ativos na Bahia — Foto: Reprodução
Rui Costa mostra crescimento dos casos ativos na Bahia — Foto: Reprodução

O crescimento de casos ativos da Covid-19 em municípios do interior da Bahia foi o assunto principal da transmissão realizada pelo governador Rui Costa na internet, na noite desta quinta-feira (9). Desde o final de junho, o gestor alertava para o aumento na curva de contaminados em decorrência, na avaliação dos prefeitos, dos festejos de São João.

“Casos ativos foram crescendo na Bahia, mas lentamente. No meio de junho, praticamente formou uma linha horizontal, crescendo, mas bem lentamente. A gente comemorou muito quando a curva de curados ultrapassou a curva de casos ativos. De repente, no dia 30 de junho, olhe a inclinação, praticamente na mesma dos curados. Ou seja, virou uma curva com inclinação bastante positiva. Isso significa que disparou o crescimento dos ativos, de contaminados na Bahia”, disse Rui Costa.

“São vários motivos [para o crescimento], mas o mais relevante, mais citado, foi o efeito das festas juninas. Relato, infelizmente, é que muitas pessoas fizeram festas, encontros, em sítios, fazendas, em casa, recebendo pessoas. Muitos parentes se juntaram, jovens se reuniram para beber juntos. Isso é muito grave”, completou o governador.

Diante dessa situação, o governador tem se reunido com prefeitos baianos para definir ações nos municípios que têm as maiores taxas de crescimento. Na próxima sexta-feira, Rui Costa vai editar um decreto com medidas firmes nestas cidades.

“Acabei, há pouco, mais uma reunião com um grupo de prefeitos. Entre ontem (quarta, 8) e hoje (quinta), fizemos reuniões com 66 prefeitos e prefeitas via internet. Objetivo é alinhar medidas para contenção do coronavírus. Estou extremamente preocupado com o crescimento em algumas cidades ou várias cidades do interior da Bahia”, contou.

“Amanhã (sexta-feira, 10) vamos fazer um decreto estadual alinhado com prefeitos e prefeitas para vários municípios. Um deles é a cidade de Jequié, que cresce de forma assustadora. A cidade de Jaguaquara, também crescendo em ritmo alto, e outras cidades do baixo sul. Amanhã editamos outro decreto”, acrescentou Rui Costa.

O governador também entrou em contato com o comandante-geral da Polícia Militar na Bahia, Anselmo Brandão, para reforçar a fiscalização nos municípios baianos.

“Estamos aumentando a capacidade de exames nossos. Determinei ao comandante Anselmo, da Polícia Militar, que possa reforçar as necessidades, botar pelotão extra, todo efetivo nosso para reforçar a ação de fiscalização nas prefeituras. Força total, energia total, para a gente poder derrubar essa curva. Não podemos perder trabalho de meses e meses. O esforço de todo mundo não pode ser jogado fora em poucos dias. Por isso pedi ao comandante que bote grupamento extra, reforço, para a gente poder garantir que as pessoas que testem positivo saiam na rua. Pedi aos prefeitos que, se tiver caso, denuncie à Polícia Civil, Ministério Público, juiz. Isso é crime”, concluiu.

Situação no estado

Segundo o governador da Bahia, em relação aos leitos de UTI no interior, a ocupação, nesta quinta-feira, é de 78,7%. Em Salvador, a ocupação dos leitos do governo estadual é de 80%; da prefeitura da capital, 84,5%. No total geral, o estado está com 80,4% de ocupação.

“Pedi aos prefeitos rigidez na fiscalização, não permitir que pessoas testadas positivas saiam na rua. É um crime alguém que testou positivo sair na rua para contaminar outras pessoas. Nós, graças a Deus, tivemos uma ação enérgica de promotores do Ministério Público e juízes, acionados por prefeitos e prefeitas. Alguns, inclusive, fizeram recomendação de prisão domiciliar proibindo as pessoas contaminadas de saírem de casa, exceto para unidades de saúde”, relatou.

“Não tivemos crescimento médio de óbitos. Eu espero que a gente consiga reverter o crescimento de casos para não refletir no número de óbitos. Número absoluto continua alto, que é em torno de 50, 60 óbitos por dia”, concluiu o governador.


G1

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